Ibitinga, Sábado, 02 de Maio de 2026
Juros altos afetam crédito rural do Plano Safra 2025/2026
Total de recursos para promover ganhos de sustentabilidade caíram 22,6% frente ao ano passado
Juros altos afetam crédito rural do Plano Safra 2025/2026

  O sindicato Rural de Ibitinga e Tabatinga, através do presidente Sérgio Quinelato fala sobre o crédito rural com potencial de promover ganhos de sustentabilidade na agropecuária, que totalizou R$ 19 bilhões no primeiro trimestre do Plano Safra 2025/26, cerca de R$ 5 bilhões a menos que o registrado no mesmo período da safra anterior.  Os dados constam no boletim trimestral “Crédito Rural em Jornada de Sustentabilidade”, divulgado pela consultoria Agroicone.

   Pela primeira vez desde o lançamento do estudo, a proporção desse tipo de financiamento recuou, passando de 22,8% no primeiro trimestre da safra 2024/25 para 22,6% no mesmo período deste ciclo. A queda geral no crédito vem sendo atribuída ao cenário de alta taxa de juros, ao endividamento dos tomadores e ao aumento dos custos de transação, com mais exigências de garantia real por parte do setor financeiro.

   Dados do Sicor/BCB demonstram que a retração se deu de forma diferenciada entre os produtores. Considerando apenas custeio e investimento, no Pronaf a queda foi de 3,2% no primeiro trimestre entre as duas safras, enquanto no restante do crédito o decréscimo chegou a 25,6%.

   O impacto mais severo atingiu os recursos para investimento destinados a médios e grandes produtores, que caíram pela metade, de R$ 7,2 bilhões para R$ 3,6 bilhões. No Pronaf, em contrapartida, houve leve crescimento de 1,8%, de R$ 1,58 bilhão para R$ 1,61 bilhão. A diferença reflete a manutenção das taxas de juros para a agricultura familiar, enquanto médios e grandes enfrentaram aumento nos custos de financiamento.

    Os recursos para investimento foram os mais afetados, com queda de 39,7% entre os trimestres, passando de R$ 8,8 bilhões para R$ 5,3 bilhões. Já o custeio enquadrado recuou 14,2%. O levantamento identificou ainda queda de 80% no valor contratado do produto Correção Intensiva de Solos, que passou de R$ 7,5 bilhões no primeiro trimestre de 2024/25 para R$ 1,5 bilhão no mesmo período deste ano.

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