O primeiro incêndio ocorreu na segunda-feira (13) em uma empresa de tecidos próximo ao Aeroporto. Começou por volta das 13 horas e continuou até às 19 horas , e foi marcado por aspectos que chamaram a atenção dos bombeiros, pois desde o início do incêndio chovia, e nem mesmo a forte chuva, que se estendeu por mais de duas horas, abrandou as chamas. Além disso, segundo os bombeiros esta é a primeira ocorrência registrada em Ibitinga, que foi provocada por um raio.
O Comandante do Corpo de Bombeiros de Ibitinga, Davi José Xavier, explicou que a polícia técnica é quem irá avaliar e confirmar se o fogo foi realmente provocado por um raio. Esta é uma possibilidade levantada junto às testemunhas, que disseram ter visto quando o raio atingiu um poste de energia elétrica próximo ao local. Sobre a permanência do fogo, mesmo sob forte chuva, Davi Xavier disse: “A chuva não apagava, porque a água não penetrava o material, em específico, as mantas, e o fogo continuava”.
Foram necessários 25 homens do Corpo de Bombeiros para conter o fogo. Houve perda de 90% do prédio, além disso, 70 toneladas entre mantas, panos e espuma foram queimadas.
O segundo incêndio aconteceu no depósito de uma empresa de gêneros alimentícios no centro de Ibitinga. Os bombeiros disseram que foram notificados às 2 da madrugada na última quinta-feira (16), e ao chegarem no local, em frente a porta de entrada, um fio da rede elétrica havia caído e chicoteava, lançando faíscas. Quando as faíscas do fio de energia abrandaram, cerca de 20 bombeiros iniciaram o combate às chamas, que continuou até às 7h30 da manhã.
Foram destruídos pelo incêndio 4 caminhões, 3 carros e 1 moto, além de 18 toneladas de farinha biju, entre outros produtos. Os bombeiros contaram com o auxílio de uma máquina retro escavadeira da Prefeitura Municipal e de 2 caminhões de água da Usina Santa Fé.
No total, 60 mil litros de água foram usados para conter o incêndio. De acordo com o Comandante Davi Xavier, foi feito o isolamento a área para preservar os vizinhos e o combustível dos veículos foi um fator que dificultou o término da ocorrência.