Ibitinga, Quarta, 20 de Junho de 2018
Vant produzido em São Carlos, SP, facilita monitoramento de plantações
Modelo Echar 20 A recebeu a autorização da Anac para iniciar operação. Versão foi desenvolvida para facilitar uso por agrônomos e produtores

 

Após a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), um veículo aéreo não tripulado (vant) desenvolvido em São Carlos (SP) já começa a ser utilizado na agricultura para monitorar as plantações na região. O modelo Echar 20 A é o quinto avião não tripulado civil com registro para voar nos céus brasileiros e foi pensado exatamente nos agricultores.

A possibilidade de usar o aparelho no campo fez o mercado de vants se aquecer e a produção aumentar. Os veículos custam a partir de R$ 140 mil. Mapear uma plantação é tarefa que faz parte da rotina de todo produtor rural e quando ele tem um equipamento como o vant o trabalho consegue ser mais detalhado. “Quem vai definir onde tem uma falha é o agrônomo, então ele está usando o seu conhecimento da melhor forma possível”, explicou Giovani Amianti, diretor-presidente da XMobots, empresa que desenvolveu o veículo.

Aquecimento
Segundo Amianti, houve um aumento considerável na procura de vants para esse uso.  “A gente começou a vender vants no final de 2012, 2013 nós fechamos com 13 aeronaves e a perspectiva para esse ano é que a gente feche entre 24 e 48 aeronaves”, disse o empresário. “A gente observa uma crescente demanda, uma crescente necessidade dos agricultores de utilizar essa ferramenta”.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é um exemplo de quem passou a ter veículo aéreo não tripulado como um aliado na produção agrícola. O pesquisador Lúcio André de Castro Jorge afirma que já sabe o que uma aeronave como o vant capaz de identificar. “Pragas, doenças, deficiências na lavoura de uma maneira geral”, comentou.

A Embrapa procura responder o que o agricultor deve fazer com as imagens produzidas pelos vants. “Mostra qual é a cão que ele tem que fazer para corrigir, ou é adubar, ou é aplicar um defensivo, o que depende de cada caso”, disse Jorge.

Funcionamento
Lançado por uma catapulta, o novo modelo é oito quilos mais leve que a última versão lançada no Brasil e pode atingir até 80 Km/h. “O grande foco do Echar foi desenvolver um equipamento que fosse todo automático, desde a decolagem até o pouso, de forma que um agrônomo conseguisse operar sem ter habilidades de piloto”, afirmou o empresário Amianti.

Segundo a regulamentação da Anac, qualquer aeronave não tripulada precisa ter um certificado de autorização de voo. O Echar 20 A foi o primeiro vant da categoria que obteve a certificação. “A exigência primordial é a questão do controle dos processos. Controle rígido de produção, de treinamento das pessoas e da operação, de forma que você saiba o que está acontecendo com o equipamento”, explicou Amianti. G1

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