Ibitinga, Sexta, 19 de Outubro de 2018
Porco de estimação adora tomar banho
O miniporco é um animal doméstico, que vive normalmente dentro de casa e adora tomar banho

  A maioria das pessoas nunca pensa na possibilidade de ter um porco dentro de casa, deitado do tapete, passeando de carro ou até mesmo caminhando no parque. Essa sempre foi uma vontade do Denyan Rumaqueli, de 10 anos. Ele tem uma porquinha chamada Sofia e cuida dela como se fosse uma cachorra. A Sofia tem cinco meses de idade e não cresce muito, já que ela é de uma raça especial, que vive, em média, 18 anos.

  Denyan passeia com a porquinha na rua, na praça e até a leva a casa de amigos. "Todo mundo tem um cachorro, eu quis ter um porco", afirma. A Sofia é criada dentro de casa, come ração e também adora frutas, como banana e maçã. Além disso, ela toma banho no pet shop toda semana e só faz as necessidades em um determinado local da casa, sem fazer muita sujeira.

  Grande fã de Sofia é o pai do Denyan, Cristiano Rumaqueli. Foi ele que encontrou pela internet uma mulher que cria porcos em Campinas e foi até lá para buscá-lo.

  Rumaqueli pagou R$ 1.200 por Sofia. "Consegui o telefone de um lugar em São Paulo, mas não deu certo. Quando a mulher de Campinas me ligou, peguei o carro e fui lá na hora", conta.

 A família garante que a porquinha é ‘supertranquila’ e dorme sossegada de noite. "Ela não dá muito trabalho, mas quando a gente acorda de manhã, ela já começa a chorar e gritar porque quer comer. Então a gente dá uma cenoura ou alguma fruta para ela", conta Rumaqueli.

  Em média, um saco de ração suína de 40 quilos custa R$ 35 e dura quase dois meses.

R$ 1.200
Foi o preço que a família Rumaqueli pagou pela Sofia

 

 

Igual a um cachorro

   E a Sofia não é o único animal na casa dos Rumaqueli. A família também tem um cachorro Yorkshire chamado Pipoca. Os dois convivem normalmente. "Eles não brigam e não têm nenhum problema. Os amigos do meu filho vão em casa e adoram brincar com eles", explica Cristiano. E quando eles levam a Sofia para passear, seja a pé ou de carro, ela é a sensação do local. "Quando a gente passa, fica todo mundo olhando para ela, já que não é muito normal se ter um porco de estimação, mas a gente não tem problema com isso", conta ele.

  A Sofia está em São Paulo para poder ter filhotes, mas a família não deixa de brincar com os porcos, já que tem um sítio, onde são criadas dezenas de porcos para o comércio. E apesar de eles criarem porcos para o abate, o garoto Denyan não gosta muito de comer a carne. "Ele não come quase nada de carne, prefere muito mais verduras, legumes e até frutas", conclui o pai.

 

Miniporco

 

  A Sofia é de uma raça diferenciada. Ela é um miniporco, que tem a genética diferente, por isso ela é menor e é um animal doméstico. Segundo o veterinário Júlio da Cunha Rudege Furtado, os miniporcos devem ser vacinados com 4 e com 6 semanas de vida, contra a leptospirose e erispela suína. "Além da vacina, eles devem tomar vermífugo uma vez ao ano, caso haja somente um animal na casa. Se houver mais de um, devem ser duas doses", explica ele. O remédio é o mesmo dado aos cachorros e pode ser dado oralmente ou com injeção.

   Os miniporcos são carinhosos, dóceis e a inteligência dele é semelhante a de um cachorro. Eles podem ser adestrados e adaptam-se a lugares menores, como dentro de casa. "Diferente do que a maioria das pessoas pensa, eles gostam muito de limpeza", informa. É recomendado que o porco tome banho toda semana e, no verão, que ele tenha algum lugar para se refrescar. "Eles sentem muito calor, então é bom dar um banho de torneira nele, só pra dar uma refrescada", explica.

  Quanto à alimentação, o veterinário esclarece que eles são onívoros, gostam de comer de tudo, principalmente frutas e legumes, como tomates e abóboras. "A ração dele deve ser diferente da ração de um porco de granja, porque senão ele pode engordar muito e ter problemas", diz.

  Por mais que o miniporco seja um animal doméstico, a pata dele é mais grossa do que a de um cachorro, então ele pode estragar objetos mais facilmente. "A pata de um cachorro é mais delicada, mas a de um porco pode estragar um sofá, por exemplo. Mas isso depende da forma como ele é criado, já que ele pode ser adestrado também", conclui.

 

Passear no carro

 

  A Sofia adora andar no carro da família Rumaqueli. Ela fica na janela, olhando a paisagem, sentindo o vento no focinho e chamando a atenção de todo mundo que passa na rua. Afinal, não é todo dia que se vê um porco passeando de carro.

 

Fonte: Araraquara.com

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