Ibitinga, Quinta, 19 de Julho de 2018
Produtor aposta na criação de cordeiros em confinamento
Boa rentabilidade, associada a qualidade diferenciada da carne, chamaram a atenção para o investimento

  A criação de cordeiros encontrou um ambiente favorável à expansão em Ibitinga e apresenta, entre seus benefícios, a característica de ser uma atividade diversificada, podendo ser destinada a produção de leite, lã, carne ou mesmo de criação de animais para exposição.

   Entre as vantagens da criação do cordeiro, destacam-se o espaço reduzido necessário para criação de uma grande quantidade de matrizes e a lucratividade. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE), enquanto a arroba do boi está girando entre R$130,00 e R$138,00, a carne de cordeiro está entre R$180,00 e R$200,00 com crescimento de 20% a 30% ao ano.

   Para o associado do Sindicato Rural de Ibitinga e extensão de base em Tabatinga, Lucas Munerato Casado de Amorim, proprietário da Fazenda Santa Helena e criador há 10 anos, é de fundamental importância determinar os objetivos na atividade e traçar metas a serem alcançadas. Com isso, há seis meses, iniciou o confinamento com capacidade de 600 cabeças.

  “Compro os cordeiros desmamados dos produtores rurais, em média com 20 quilos, entre três a quatro meses, deixo no confinamento pelo período de 60 a 90 dias, quando chegam a 35 quilos para o abate. Temos um abatedouro legalizado com os cinco selos da Prefeitura Municipal e fazemos todo um tratamento especial com a carne macia, de textura lisa e boa qualidade, consistência firme, sabor delicado e pouquíssima gordura. Temos embalada a vácuo, em vários cortes como carré, grelhado, picanha, pernil fatiado  e também carnes em baldes temperados. Distribuímos em Ibitinga e região”, destaca o criador. A estratégia utilizada torna muito mais macia e saborosa a carne do que se os cordeiros fossem deixados correndo no pasto.  Consequentemente, levaria mais tempo para que eles chegassem ao mesmo peso de quando são confinados.

  Lucas Munerato identificou a falta de carne de qualidade no mercado e resolveu investir nesse novo projeto. Hoje, o consumo vem se destacando. “Em restaurantes é comum encontrar carne de carneiro, porém, a do cordeiro e com qualidade é muito raro”, ressaltou. No confinamento, os animais passam por uma dieta específica de grãos (milho e ração pronta, com 36% de proteína) e não consomem volumoso, ou seja, capim e silagem). “Isso é positivo, pois em 30 minutos consigo alimentar todos os animais. Além disso, ajuda no ganho de peso”, explicou Lucas.

  De acordo com nutricionistas, a carne do cordeiro é uma rica fonte de proteína, de alta qualidade, que contém todos os aminoácidos essenciais necessários para o crescimento e manutenção do corpo. O teor de proteína magra do cordeiro cozido, geralmente, é de 25% a 26%, sendo uma carne indicada para fisiculturistas, atletas e pacientes pós-cirúrgicos em recuperação. Trata-se de um tipo de nutrição ideal para quando o tecido muscular precisa ser reconstituído ou trabalhado.

 

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