Ibitinga, Terça, 17 de Julho de 2018
Tribunal Regional do Trabalho determina atendimento de 60% de médicos e dentistas grevistas do SAMS
Em decisão, Justiça determina que a greve é legal, mas aumenta de 30% para 60% o atendimento dos profissionais grevistas. Descumprimento pode gerar multa de R$ 20 mil por dia para o Sindicato

  No último dia 29, (quinta-feira) o Tribunal Regional do Trabalho determinou que a greve dos médicos e dos dentistas do SAMS (Serviço Autônomo Municipal de Saúde) deve manter 60% dos profissionais em atendimento; e não 30% como foi mencionado no início da greve. Na decisão, a Justiça do Trabalho determinou a fixação de multa no valor de R$ 20 mil reais por dia de descumprimento da decisão.

    De acordo com a Superintendente do SAMS, Ana Paula Reis Céu, o que já havia sido previsto em 30% do atendimento no início da greve, não foi cumprido pelos profissionais.

   Já o presidente do SINDSERV (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ibitinga), Admilson Florêncio, informou que desconhece a decisão, e ficou sabendo da reviravolta quando foi procurado pela reportagem. Admilson informou que o departamento jurídico do sindicato deve procurar se informar sobre a decisão, para depois tomar as devidas providências.

Conciliação

   Uma audiência de conciliação para tentar marcar o fim da greve foi marcada para o próximo dia 09, às 14:00 horas, na sede do Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas. Na decisão, foi estipulado que os respectivos representantes legais devem comparecer “munidos de procuração com poderes especiais para transigir”, diz a decisão do Poder Judiciário.

Greve

   A greve começou na sexta-feira 23. Segundo o sindicato, o motivo maior da greve é a reivindicação salarial. Segundo o presidente, os profissionais de Ibitinga ganham um terço do que é pago para profissionais de cidades da região (R$ 2,6 mil) por 4 horas diárias.

   De acordo com a interventora, decisão de instalar uma greve é uma manifestação política, já que acontece agora, em dezembro, no final de mandato, o que não é possível atender a reivindicação de aumento salarial, por causa da lei eleitoral. Ana Paula ainda apontou a instalação de um ponto eletrônico, para fiscalizar a carga horária, como o motivo real para a paralisação.

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