Ibitinga, Segunda, 19 de Novembro de 2018
Empresário de Igaraçu foi vítima de latrocínio com requintes de crueldade
Após ser espancado e estrangulado, dono de rede de colégios na região foi queimado ainda vivo em canavial de Igaraçu do Tietê

O mistério envolvendo o desaparecimento do empresário Adevaldo Colonize, 51 anos, dono da rede de colégios ADV, chegou ao fim na manhã dessa terça-feira (31) com a localização do seu corpo num canavial em Igaraçu do Tietê (71 quilômetros de Bauru). Vítima de espancamento e estrangulamento, ele foi queimado enquanto ainda estava vivo por três homens que queriam roubar sua caminhonete, segundo a Polícia Civil. Dois irmãos estão presos por participação no crime e um terceiro suspeito está foragido.

Colonize estava desaparecido desde a madrugada de domingo (29). Em coletiva de imprensa convocada para nessa terça (31) à tarde, a Polícia Civil anunciou que ele foi vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte). "Nosso objetivo era localizá-lo com vida diante de algumas informações que obtivemos. Entretanto, para tristeza da equipe e de toda a comunidade jauense e da região, infelizmente, não tivemos êxito", lamentou o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, Marcelo Aparecido Tomaz Goes.

Segundo ele, a confirmação da morte do empresário ocorreu nessa terça-feira de manhã, quando um dos jovens presos desde da última segunda-feira (30) por suspeita de envolvimento no desaparecimento dele indicou o local onde estava o corpo, um canavial na zona rural, entre Igaraçu do Tietê e São Manuel. "A vítima, infelizmente, foi queimada viva. Nós temos comprovadamente isso por meios periciais. Eles acreditavam que ela estaria morta e colocaram fogo nela, mas o Adevaldo ainda tinha sinais vitais", revela.

Assim que a localização do corpo foi confirmada, as aulas foram suspensas em toda a rede de ensino que Colonize administrava, que conta com unidades em Jaú, Botucatu, Bauru e Barra Bonita. Pelo Facebook do Colégio ADV, fundado em 2006, a direção agradeceu as orações da população para que ele fosse encontrado com vida. "Infelizmente isso não aconteceu, mas continuamos com nossa fé inabalável e sempre acreditando que Deus faz o melhor", informou.

O corpo do empresário só deverá ser liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Jaú na tarde desta quarta-feira (1). Ele será velado no Conjunto Esportivo José Antônio Varasquim, que fica na rua José Michel Mucare, em Igaraçu do Tietê, e sepultado na quinta-feira (2), no Cemitério Municipal, em horário a ser definido.

CARONA

De acordo com o titular da DIG, as investigações apontaram que a vítima reuniu-se com amigos em um estabelecimento na orla de Barra Bonita, saiu e retornou posteriormente sozinho. Na sequência, já na madrugada de domingo, deixou novamente o local, encontrou-se com dois homens, que seriam Marildo Junior Meza, 21 anos, e Caíque Henrique Salles, 20 anos, e saiu com eles de caminhonete. "Ainda não apuramos se eram conhecidos ou não", afirma.

O delegado conta, com base na versão de Marildo, que a dupla pediu carona ao empresário com intenção de roubar seu veículo, uma Toyota Hilux branca. No trajeto, eles teriam anunciado o roubo e a vítima teria reagido. "Ele tentou escapar, mas foi contido por Marildo e golpeado por Caíque", declara. As agressões, que incluem estrangulamento, continuaram no canavial até que ele perdesse a consciência. 

Acreditando que Colonize estivesse morto, segundo Goes, eles retornaram para buscar o irmão de Marildo, Paulo Roberto Meza, de 28 anos, que teria ajudado a dupla a colocar fogo nele. "Os indivíduos mataram para ficar com a caminhonete, três aparelhos celulares e outros bens da vítima", diz, ressaltando que Caíque ainda precisa ser encontrado para que possa ser ouvido. Ainda de madrugada, o trio tentou vender a caminhonete roubada em Bauru, Botucatu e Jaú, sem sucesso.

O inquérito já foi instaurado e, de acordo com o delegado, os três responderão por latrocínio, associação criminosa e ocultação de cadáver. O delegado seccional de Jaú, Ricardo Silva Dias, destacou o empenho e a dedicação da equipe para esclarecer o caso. "Essas providências de Polícia Judiciária são fundamentais para uma investigação isenta, profissional, que produza prova material incontestável", ressalta.

PRISÕES

Conforme divulgado nessa terça (31) pelo JC, os irmãos Marildo e Paulo estão presos desde segunda-feira (30), quando tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça a pedido da DIG de Jaú. Eles, juntamente com Caíque, foram vistos por testemunhas durante a madrugada e tarde de domingo com a caminhonete do empresário, que foi encontrada abandonada na tarde de domingo, na Cohab de Igaraçu do Tietê.

JcNet

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