Ibitinga, Quarta, 19 de Setembro de 2018
Caminhoneiros da região aderem a greve nacional e prometem grande movimento
O complexo viário escolhido para da greve na região é uma importante ligação entre Araraquara e as rodovias que dá acesso à São Carlos, Matão, Ribeirão Preto ou Jaú

Caminhoneiros de todo Brasil prometem parar rodovias, fechar estradas e fazer um grande ato contra o governo do presidente Michel Temer hoje (01). A manifestação pede a revogação imediata da decisão que elevou em R$ 0,21 a alíquota de PIS e Cofins sobre o preço do diesel.

Em Araraquara caminhoneiros se concentraram no chamado ‘trevão’ de acesso a cidade. O complexo viário foi escolhido por ser uma importante ligação entre Araraquara e as rodovias Washington Luís (que liga Araraquara a São Carlos ou Matão), Antônio Machado Santana (que liga a Ribeirão Preto) e Comandante João Ribeiro de Barros (que liga a Jaú). Hoje eles estão colocando faixas no pontilhão e estudando o local para a concentração desta terça-feira.

Os caminhoneiros começaram a se reunir no trevo de Araraquara, neste dia 1º, por volta das 7h da manhã. As 10 horas eles seguirão em carreata pela Rodovia Washington Luís até próximo do pedágio no sentido capital – interior e retornam para o trevão onde devem permanecer ao logo de todo o dia.

Ontem (31) um grupo responsável pela organização do movimento se reuniu com o comando da Polícia Rodoviária para definir estratégias para não prejudicar quem usa as rodovias.
“Nossa intenção é ganhar as pessoas, encorpar nosso movimento e não atrapalhar ninguém. Vamos fazer um protesto pacifico, ordeiro, respeitando o que foi acordado com a Polícia Rodoviária. Haverá uma lentidão natural devido a grande quantidade de veículos nos canteiros e acostamentos, mas não iremos impedir o tráfego”, garantiu Samuel Jarina, um dos líderes da manifestação, ao jornal Tribuna Impressa de Araraquara.

  Para Jarina a população não pode pagar pelos gastos elevados do governo federal. “Ninguém aguenta mais tanto imposto. Eu tinha quatro caminhões, depois foram três agora são dois e não consigo pagar minhas contas. Onde isso vai parar?” questiona ele.

 A manifestação em Araraquara não é organizada por nenhum sindicato ou associação. “É uma ação independente de tudo. Somos caminhoneiros, pais de família, lutando por esse país e por condições mais dignas para a população porque não somos só nós que vamos pagar mais caro o combustível, tudo que carregamos também vai subir porque o frete também subiu”, pontua Jarina.

Polícia Rodoviária vai acompanhar o ato

 O comando da Polícia Miltiar Rodoviária de Araraquara se reuniu na manhã desta segunda-feira (31), com os organizadores da greve. Os caminhoneiros vão ter assegurados os seus direitos de se manifestar, mas foram orientados a não fechar as rodovias e nem impedir a passagem de veículos.

 


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