Ibitinga, Quinta, 18 de Outubro de 2018
Ibitinga tem média de 3.110 raios por ano, diz Inpe
Relatórios revelam que atividades rurais, exercidas por pessoas que recolhiam animais ou se ocupavam de plantações com enxadas, pás e facões, representam 25% das mortes por raio no paÀ

   Ibitinga registrou uma incidência média de 3.110 descargas elétricas atmosféricas por ano, cerca de 259 por mês. O número está no novo levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgado no final de setembro. Os dados revelam que é uma média de 4,5 raios por km².

  Os dados também apontam uma média de 77,8 milhões de raios por ano, nos últimos seis em todo o Brasil.

  Segundo informou o Elat, para 2017, a previsão é de uma incidência de raios dentro da média histórica já que a “estimativa é feita a partir das temperaturas dos oceanos Atlântico e Pacífico - Sul, Equatorial e Norte. No país, o ano de 2012 foi o de maior incidência de raios, registrando 94,3 milhões”.

 O estudo mostrou que o estado com maior densidade de raios (quantidade de raios por quilômetro quadrado por ano) é o Tocantins, com 17,1 raios por quilômetro quadrado. Na sequência aparecem Amazonas (15,8), Acre (15,8), Maranhão (13,3), Pará (12,4), Rondônia (11,4), Mato Grosso (11,1), Roraima (7,9), Piauí (7,7) e São Paulo (5,2). O ranking das cinco primeiras capitais com maior densidade de raios por quilômetro quadrado por ano é: Rio Branco (30,13) Palmas (19,21), Manaus (18,93), São Luís (15,12), Belém (14,47) e São Paulo (13,26). A cidade de Ibitinga está na posição 1.952 no ranking nacional e no 385º lugar no estado com índice de 4,5 raios por km².

MORTES

  Apesar de não estimar números de Ibitinga, segundo o Elat, entre 2000 e 2014, foram registradas 1.792 mortes por descargas elétricas, uma média de 120 vítimas anualmente, em todo o Brasil. A maior parte das mortes ocorre na região Sudeste (28%) e as outras quatro regiões estão empatadas com 18% cada. São Paulo é o estado com maior número de vítimas, seguido por Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.

   O relatório do Inpe mostrou ainda que as atividades rurais, exercidas por pessoas que recolhiam animais ou se ocupavam de plantações com enxadas, pás e facões, representam

 25% das mortes por raio no país. As fatalidades dentro de casa estão em segundo lugar e representam 17%, seguidas de situações em que a vítima estava próxima a um veículo (11%), cujas estruturas metálicas elevam a chance de receber descarga, e embaixo de árvores (8%).

PROTEÇÃO

  Segundo o Elat, dos cinco tipos de raios e relâmpagos conhecidos, o mais comum é o nuvem-solo, sendo ele, também, o maior responsável pelas mortes por raios. Pensando nisso, o grupo destaca alguns cuidados que as pessoas devem ter durante as tempestades. Entre eles estão: evitar sair às ruas, refugiar-se em prédios com para-raios ou em abrigos subterrâneos como metrôs ou túneis, evitar usar telefones com fio ou ligados à tomada, ficar longe de tomadas, janelas metálicas e aparelhos ligados à rede elétrica, evitar topos de morros ou prédios e áreas descampadas como campos de futebol e evitar ficar próximo a árvores isoladas.

   “Se a pessoa estiver em um local sem abrigo próximo e sentir os pelos arrepiados ou coceiras na pele, pode ser indicativo de que um raio está prestes a cair. Neste caso, deve se ajoelhar e se curvar para frente, colocando as mãos nos joelhos e a cabeça entre as pernas. Jamais deve deitar no chão”, aponta.

Foto: Ilustração / Inpe

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