Ibitinga, Segunda, 14 de Outubro de 2019
D. Pedro II

  O nome completo é extenso e vou poupá-los de escrevê-lo, embora possam encontrar facilmente no Dr. Google, já que, ao que parece, ler em livros de histórias, virou contos de fada. D. Pedro II foi o segundo e último Imperador do Brasil, o filho mais novo de D. Pedro I. Nasceu no Rio de Janeiro, em 2 de dezembro de 1825 e morreu em Paris, em 05 de dezembro de 1891, em Paris, aos 66 anos de idade, num hotel (Hotel Bedford).

   Por que fui me lembrar do D. Pedro II? Será por conta da data de seu falecimento, em 05 de dezembro? Pode ser. Mas de D. Pedro II, o nosso Imperador e nome de um montão de ruas, praças, colégios, tem razão de, mesmo após a queda da Monarquia, ser referenciado, como era alcunhado, “O Magnânimo”. 

   D. Pedro II, foi criado para ser Imperador. D. Pedro I abdicou do trono, quando ele tinha cinco anos de idade. Foi um erudito. Estabeleceu uma reputação como um vigoroso patrocinador do conhecimento, cultura e ciências. Ganhou admiração e respeito de estudiosos e famosos como Graham Bell (considerado o inventor do telefone); de Darwin (alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da seleção natural e sexual); Victor Hugo (romancista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e ativista pelos direitos humanos francês de grande atuação política em seu país; autor, dentre outras obras de Le Misérables e de Notre-Dame de Paris) e de Friedrich Nietzsche (filosofo, filólogo, escreveu vários textos críticos sobre a religião, a moral, a cultura contemporânea, filosofia e ciência, exibindo uma predileção por metáfora, ironia e aforismo). Foi amigo de grandes nomes de sua época, como Richard Wagner, Louis Pasteur, Jean-Martin Charcot, Henry Wadsworth Longfellow.

   Enfim, D. Pedro II desejava mesmo era ser professor, tanto que gostava de estudar, ter conhecimento. Faz inveja a muita gente de hoje em dia.

   Seus últimos dois anos de vida foram solitários e melancólicos, vivendo em hotéis modestos (como o que morreu)  com quase nenhum recurso, ajudado financeiramente pelo seu amigo Conde de Alves Machado, e escrevendo em seu diário sobre sonhos em que lhe era permitido retornar ao Brasil. 

   Pedro II em seu leito de morte, numa arte de 6 de dezembro de 1891, mostra-o: o livro embaixo do travesseiro sob sua cabeça simbolizando que, mesmo após a morte, sua mente descansa sobre o conhecimento.

   Certo dia, no seu exílio,  realizou um longo passeio pelo rio Sena  em carruagem aberta, apesar da temperatura extremamente baixa. Ao retornar para o hotel Bedford à noite, sentiu-se resfriado.  A doença evoluiu nos dias seguintes até tornar-se uma pneumonia.  O estado de saúde de Pedro II rapidamente piorou até a sua morte às 00:35 da manhã do dia 5 de dezembro de 1891. Suas últimas palavras foram: "Deus que me conceda esses últimos desejos — paz e prosperidade para o Brasil." Enquanto preparavam seu corpo, um pacote lacrado foi encontrado no quarto com uma mensagem escrita pelo próprio imperador: "É terra de meu país; desejo que seja posta no meu caixão, se eu morrer fora de minha pátria". O pacote que continha terra de todas as províncias brasileiras foi colocado dentro do caixão. 

   Foi enterrado trajando em uniforme de Almirante da Armada do Brasil (Marinha do Brasil), com as medalhas e fitas das quais era dignitário, segurando o crucifixo em prata de lei, enviado pelo Papa Leão XIII.

   A Princesa Isabel desejava realizar uma cerimônia discreta e íntima, mas acabou por aceitar o pedido do governo francês de realizar um funeral de Estado.  No dia seguinte, milhares de personalidades compareceram à cerimônia realizada na Igreja de la Madeleine. Além da família de Pedro II, estavam: o ex-rei Francisco II das Duas Sicílias, a ex-rainha Isabel II da Espanha, Luís Filipe, Conde de Paris, e diversos outros membros da realeza europeia. Também estavam presentes o General Joseph Brugère, representando o Presidente Sadi Carnot, os presidentes do Senado e da Câmara, assim como senadores, deputados, diplomatas e outros representantes do governo francês. Quase todos os membros da Academia Francesa, do Instituto de França, da Academia de Ciências Morais e da Academia de Inscrições e Belas-Artes também participaram.  Representantes de outros governos, tanto do continente americano, quanto europeu se fizeram presentes, além de países longínquos como Turquia, China, Japão e Pérsia. Em seguida o caixão foi levado em cortejo até a estação de trem, de onde partiria para Portugal. Apesar da chuva incessante e da temperatura extremamente baixa, cerca de 300 mil pessoas assistiram ao evento. A viagem prosseguiu até a Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, onde o corpo de Pedro II foi depositado no Panteão dos Braganças em 12 de dezembro. 

   Os membros do governo republicano brasileiro, "temerosos da grande repercussão que tivera a morte do imperador", negaram qualquer manifestação oficial (o Brasil sempre com uma Diplomacia patética). Contudo, o povo brasileiro não ficou indiferente ao falecimento de Pedro II, pois a "repercussão no Brasil foi também imensa, apesar dos esforços do governo para a abafar. Houve manifestações de pesar em todo o país: comércio fechado, bandeiras a meio pau, toques de finados, tarjas pretas nas roupas, ofícios religiosos". Foram realizadas "missas solenes por todo o país, seguidas de pronunciamentos fúnebres em que se enalteciam D. Pedro II e o regime monárquico".

   D. Pedro II era exemplo e dizia ser o Funcionário Público nº 1. Aquele que deve dar o exemplo.

   Apesar de apoiar a República, acho que deveríamos render, sempre, nossas mais sinceras homenagens a D. Pedro II e rogar para que, os políticos da atualidade possam seguir seu exemplo. Não só em nome de ruas, praças e colégios. Mas em dignidade e pedir “...paz e prosperidade ao Brasil”.

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