Ibitinga, Segunda, 14 de Outubro de 2019
Ufa! Até que enfim!!!!

  Cada ano de nossas vidas tem algo extremamente diferente. Não falta – para nenhuma família – infelizmente – uma doença, uma morte de parente querido ou próximo.

  Noutros parecem anos de alegria plena e infindáveis. Há casamento de filhos, nascimentos de netos, bisnetos. Arrumam-se o emprego tão desejado. Ingressa na Faculdade ou na Universidade. Vai para uma carreira do setor público e amansa a vida.

  Portanto, afirmar que o ano foi bom ou ruim, é preciso cuidado.

  A economia foi excelente, dizem os economistas. Mas do dinheiro, nem o Papai Noel reclamou, as vendas aumentaram 5,5% em relação ao ano passado. Juros da tal taxa Selic ficou o ano todo em 6,5%. Você deve ter sentido muito isso, no cartão de crédito e no cheque especial. Juros, chamados de spread (aqueles que os Bancos cobram – que é a é a diferença entre o que os bancos pagam na captação de recursos e o que eles cobram ao conceder um empréstimo para uma pessoa física ou jurídica. No valor do spread bancário estão embutidos também impostos como o IOF). Nesse contexto, o termo inglês "spread" significa "margem" – aqui de lucro dos Bancos. Mesmo que o Governo baixe os juros, o risco para a concessão de empréstimos, continua alta, por conta da inadimplência de muitos (vou além, dos roubos que fizeram muitos e – agora – a conta é nossa).

  É necessário e imperioso a tal Reforma da Previdência. Isso é verdade! A pirâmide está invertida. Somos muitos idosos (e a tendência é que seremos muitos mais, em pequeno espaço de tempo). Portanto, o que era a base de sustentação da pirâmide está em cima. Em baixo, são poucos os contribuintes, pelas mais variadas razões: desemprego, informalidade, previdência privada. 

Precisamos de uma outra Reforma – e essa é falar em corda em casa de enforcados – a Reforma das Reformas – que é a Reforma Política. Não dá mais para ficar elegendo picaretas (ainda que a renovação foi grande). Precisamos diminuir o número de Senadores ao menos dois por estado. A proporcionalidade das bancadas, na Câmara Federal, precisa ser revista, assim como, também, nas Assembleias Legislativas. 

Calma. A tendência desse artigo é acabar bem. Estamos no final do ano e esse só será publicado na última edição desse periódico. 

As Prefeituras Municipais conseguiram que o Presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia, fosse ao mesmo tempo, marcador de pênalti e goleiro. Ele chutou uma reforma na Lei da Responsabilidade Fiscal, que a Câmara aprovou. Michel Temer disse que iria vetar. Aí deu um pulo no Uruguai, para reunião do Mercosul. Rodrigo assumiu a Presidência da República e sancionou o Projeto de Lei que afrouxa a responsabilidade dos Prefeitos, com a gestão das contas públicas, que já não andam boas, isso irá permitir que municípios estourem o limite de gastos com pessoal sem sofrer punições se houver queda na receita.

  O texto já tinha sido aprovado pelo Senado e pela Câmara e foi publicado em uma edição extra do “Diário Oficial da União” com data de terça-feira (18) de dezembro.

   É uma vergonha o que esses Senadores e Deputados, em fim de mandato (e outros que se reelegeram) estão fazendo: as chamadas pautas bombas. As Assembleias Legislativas também. A Câmara Municipal de São Paulo, para desgosto de muito, aprovou a Reforma da Previdência do Funcionalismo Municipal da Capital. 

  Ibitinga é uma cidade que cresce, cresce muito, de forma desarticulada, sem um verdadeiro projeto urbanístico e arquitetônico. Faz o que dá com Convênios e com as benesses dos Governos Federal e Estadual. Arrecadação própria é pífia. Devemos ter, hoje, em torno de 70.000 a 75.000 habitantes. Nosso orçamento anual é de cidade de 45.000 habitantes. Ninguém quer e ninguém deseja aumento de impostos, claro, mas nós (Poder Público – Executivo e Legislativo) somos campões em não deixar um orçamento melhor, que deveria estar na casa de R$ 200.000.000,00 e está em torno de R$ 160.00.000,00. Faltarão muitas coisas e, aí, você reclama para o Bispo. O Executivo até que tenta.

  Bem para não falar que não falei das flores, tenho boas notícias. Como disse, a tendência é que esse artigo acabe bem.

  Teremos um ano em que a Esperança se renova. Em fevereiro tomarão posse os novos Senadores e Deputados. Em primeiro de janeiro um novo Presidente (fosse qual fosse, torceria muito, para que fosse bem, pela nossa gente). Teremos Governadores novos (onde não se reelegeram), em cada Estado e no Distrito Federal. Em São Paulo teremos João Doria (PSDB).

  Vou passar, sem pedir licença, uma RECEITA DE ANO NOVO, que é de Carlos Drummond de Andrade:

 “Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano  não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo  até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior)  novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, 
não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens?  passa telegramas?) 

  Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. 

  Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. 

  Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. 

  É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre”.

  Tenhamos todos um excelente 2019. Não basta que um tenha. Todos merecemos um excelente ano.

 

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