Ibitinga, Domingo, 25 de Agosto de 2019
NOSSA GASTRONOMIA

  As refeições sempre foram um momento extremamente agradável, em família. Bem, ao menos eram.

   Antigamente – nas propriedades rurais – o fogão à lenha era acesso logo pela madrugada. No inverno ajudava a aquecer o ambiente. Na cidade, em algumas casas, também havia o fogão à lenha, tanto dos de tijolos e barro, como os chamados econômicos ou caseiros. Ambos tinham que ter as chaminés. Mas os bons fogões, “chupavam a fumaça”. Os fornos eram fantásticos. Na chapa, sempre quente, jogava-se um bife que tinha um sabor que jamais era esquecido. O café ficava no bule, na parte de trás da chapa, sempre quentinho e não tinha o gosto das garrafas térmicas. 

   A comida – feita com esmero – pelas matriarcas. Aquele tempero, o cozido, a massa, o frango, que só elas sabiam fazer. Tempos bons... Também tinham grandes cozinheiras. 

   Hoje as mulheres e os homens, estão com pouco tempo, para o prazer da cozinha. Vamos em tal lugar e, o que temos para hoje? Leva-se, goste ou não. É o que tem.

   Mas a gastronomia é muito mais do que isso. É a alegria e o prazer de partilhar e compartilhar das delícias feitas em casa, onde se come o que é o desejado no dia. O sabor e mão da dona da casa ou da boa cozinheira, uma raridade, hoje em dia.

   Ibitinga tem bons lugares para você levar a refeição para casa ou um pedido, à noite, seja uma pizza, umas esfirras, um bom filé à parmegiana, um risoto, uma comida japonesa. Temos bons restaurantes, que infelizmente não abrem nas segundas-feiras, à noite (raro o que abre). Os turistas e nós mesmos, ficamos a pé, nesse quesito.

   Tem locais com lanches muito bons. Ibitinga, infelizmente, não tem um prato típico. E uma cidade turística, tem que ter um prato típico, ainda que seja o único do estabelecimento. A Municipalidade poderia fazer um Concurso de Chefs local, para que uma banca escolhesse o nosso “prato típico”.

   No antigo Restaurante do Rubinho, servia só picanha, na brasa, com arroz branco, uma salada de tomate e um purê de mandioca. Era uma delícia, que deixaria os veganos, com água na boca. Seria um prato típico. Tivemos os rios da Região, com os peixes que tínhamos, poderia ser um dourado ao forno; um tucunaré ou o famoso pintado na brasa. Mas os peixes estão fora de cogitação, no momento.

   Os lanches vão surgindo, cada vez com mais força. Tem hamburgueria de gente grande.

   Mas estou vendo, novamente (e isso já foi uma discussão antiga) a proliferação dos “carrinhos e carrões” de lanches.

   Antes pensaram em fazer um espaço adequado para eles, que tivesse um bom lavatório, banheiros, espaços para crianças. Todos ficariam concentrados nesses espaços (mais de um, claro).

   Hoje se espalham por aí. Não sei se a crise econômica faz parte dessa proliferação.

   O que sei, a meu sentir, que isso não é bom e nem bonito. Enfeiam a cidade. Não vi, em nenhum, a fiscalização sanitária, bombeiro etc. Imagino que o Poder Púbico deve estar atento a essas questões.

   Problemas de intoxicação acontecem, às vezes, mesmo em casa, se não tomarmos cuidado. Imaginem se as coisas não estiverem na mira da fiscalização sanitária.

  Saúde pública é o caso. Quem autoriza o funcionamento desses “carrinhos e carrões”? É claro que é o Poder Público.  Os lanches são bons e baratos. Claro que são e, por isso, devem se proliferar. 

    Mas será que falta uma fiscalização, efetiva? 

   Havia aqui, um Promotor de Justiça que andou infernizando o Poder Público Municipal, por conta de tais carrinhos de lanches. Eram muitos e a fiscalização, era pouca. Bem, dizer que um Promotor de Justiça inferniza (dentro de suas competências legais, claro) o Poder Púbico chega a ser um pleonasmo. 

   Nada contra os carrinhos ou carrões de lanches, embora prefiro a comida caseira, um bom restaurante ou um lanche, em casa. Mas, numa rodada pela cidade, percebo a imensidão da quantidade deles. Será que a Municipalidade tem estrutura para fiscalizar todos?

   Penso que não tem. A conferir. Nossa gastronomia agradece.

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