Ibitinga, Terça, 14 de Julho de 2020
Cidades vivem boom imobiliário

  O boom imobiliário nos grandes centros urbanos começou em 2007 e cerca de dois anos depois tomou rumo no Interior. Com velocidade menor, atingiu os municípios mais próximos das capitais e, mais recentemente, se voltou para as cidades de menor porte. A força maior veio recentemente com o Programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal, que atende às necessidades do trabalhador. 

  Aos poucos, municípios onde imóveis térreos ocupavam todo o espaço, ganham novo layout com prédios de apartamentos. O aquecimento da economia deu à construção civil novo fôlego e está transformando até a maneira de viver do interiorano que passou a optar por moradias verticais.

  Ovídio Segantim é um empreendedor do ramo, tem uma construtora que nasceu em Bauru e que está ‘viajando’ pelos municípios da região. “Percebemos que havia uma demanda reprimida. Debruçamos sobre pesquisas que confirmaram que em algumas cidades da nossa região, há potencial para este segmento. Atualmente o trabalhador do interior ganha bons salários e quer adquirir a sua casa própria.”

  Para atender às necessidades do trabalhador emergente e da casa social mais abastada, as empresas investem em construções que possibilitem o acesso e garantam o sucesso do empreendimento. “Situação da região é bastante privilegiada. Em Jaú (47 quilômetros de Bauru) lançamos um prédio de apartamento de luxo e outro para a classe média, todos os imóveis foram vendidos. Bauru e as cidades que ficam num raio de 100 a 150 quilômetros estão vivendo o boom imobiliário.”

  Depois de Jaú, a empresa lançou empreendimentos em Botucatu e mais recentemente em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru). “Em Lençóis, a maioria dos imóveis são adquiridos pela população que ainda não tem casa própria. Mas em Botucatu, por exemplo, os apartamentos foram vendidos para investidores que vão locar para os estudantes.”

  “O mercado financeiro está pagando pouco. Muita gente está investindo em imóveis. O dinheiro aplicado rende de 5 a 7% ao ano. O imóvel comprado na planta, antes mesmo da entrega, valoriza de 15 a 20%. Na cidade de Botucatu, enfatiza Segantim, os imóveis estavam focados nos estudantes, mas o cliente era o investidor. “A faculdade de medicina gera uma carência muito grande de imóveis para locação. Os clientes compraram de olho na locação. Em Jaú, construímos um arranha céu com 27 pavimentos de alto padrão, voltado para a classe A . Depois concluímos um de classe média.”

  Em Lençóis Paulista, a menor cidade que a empresa atua, foi lançado um apartamento com dois dormitórios para atender o pessoal que está saindo da classe C a caminho da B. “Para a maioria dos compradores é o primeiro imóvel. É aquele cliente que vende o carro para dar de entrada. Ele tem potencial para pagar as prestações e quitar o imóvel em cinco ou seis anos.” 

  Sobre a mudança de comportamento da população interiorana em trocar imóveis térreos por verticais, o empreendedor acha que a adaptação é rápida. “A cidade está em franco progresso e a população acompanha as tendências de mercado.”

 

Fonte: JCnet

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