A Origem
Na última Sessão Legislativa, que aconteceu na terça-feira 13, os vereadores Tiago Piotto da Silva (MDB), Alliny Fernanda Sartori Padalino Rogério (MDB), José Aparecido da Rocha (PSL), Carlos Aberto Dias Marques (PSL) e Leopoldo Gabriel Benetácio de Oliveira (PSL), assinaram um requerimento de informação, destinado para a Santa Casa de Ibitinga, para que os responsáveis daquele hospital possam responder sobre a origem da máquina de hemodiálise, adquirida recentemente, e entregue no hospital no mês de setembro deste ano.
Tiro amigo?
Os questionamentos foram feitos pelos vereadores da base aliada da prefeita Cristina Arantes. Perguntas como o custo, quem pagou, se foi cedido gratuitamente, ou se alguma empresa fez a doação, ou entidade, estão entre a lista de perguntas endereçadas para a Santa Casa.
Entenda o caso
No dia 29 de setembro, uma publicação na página da Santa Casa nas redes sociais, divulgou a conquista de uma máquina de hemodiálise para a UTI daquele hospital. Na publicação, nada foi mencionado sobre a origem dos recursos para a aquisição da máquina, muito menos se o aparelho era algo emprestado, doado por alguém ou empresa.
Notícia
No início de outubro, no dia 03, uma publicação deste veículo revelou o que tinha sido passado pela assessoria de imprensa para a reportagem deste jornal: a máquina estava em fase de testes, e os detalhes da sua aquisição, não foram revelados pelo hospital para o jornal. Ponto final.
Complementação
Já o vereador da oposição, Marco Antônio da Fonseca (PTB), alegou que o assunto de hemodiálise da Santa Casa é de extrema importância, e que por este motivo, era preciso 'complementos' no requerimentos de informação dos vereadores da base aliada, no que tange a desvendar o mistério sobre a hemodiálise.
Mais lenha na fogueira
Marco Fonseca emitiu um outro requerimento, afirmando que era completo do requerimento dos vereadores da base da prefeita.
Todo mundo
No requerimento do vereador da oposição, Marco inseriu como destinatários, a Santa Casa de Ibitinga e o Hospital de Matão.
Extensão
Pra quem não sabe, no dia 09 de setembro deste ano, a assessoria de imprensa do Hospital de Matão anunciou que uma extensão do Centro de Hemodiálise daquele hospital se instalaria em Ibitinga. Por coincidência, o anúncio foi feito exatos 20 dias antes da Santa Casa de Ibitinga, sobre o mesmo tema: hemodiálise.
Outorgado e carimbado
Uma corrida contra o tempo, por causa das eleições de novembro, ou não, o assunto de hemodiálise agora foi tema de uma corrida desenfreada para se instalar logo o serviço para atender a população. Há quem diga que em 2017, houve uma renúncia de empreendedores deste ramo de ser-viço, de Araraquara, que anunciaram se instalar em Ibitinga. Há também quem possa afirmar que a licença para a operação deste tipo de serviço em solo ibitinguense só saiu em 2020, outorgado e carimbado pela DRS (Diretoria Regional de Saúde) de Araraquara, quando o ex-prefeito Florisvaldo Antônio Fiorentino, ex-rival de Marco Fonseca, estava a frente daquela instituição.
Há... o tempo...
Florisvaldo era inimigo de Marco Fonseca, e amigo da Cristina Arantes. Atualmente Florisvaldo está comemorando junto com Fonseca, a conquista da futura extensão da hemodiálise de Matão em Ibitinga. Florisvaldo, que era amigão da prefeita Cristina, quando ela foi vice-prefeita dele, até não olhou as desavenças políticas e autorizou o município a ter este tipo de atendimento; isso em 2020, depois de perder as eleições para ela, em 2016.
Operador da máquina
No requerimento de Marco Fonseca, um detalhe chama a atenção: Fonseca questiona se é preciso a presença de um profissional nefrologista para operar a máquina de hemodiálise. Tanto na futura extensão de Matão, quando no atual procedimento na UTI da Santa Casa, a resposta só virá a tona com a resposta via documento para a Câmara de Vereadores, que segue um prazo regimental.